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Saúde Vigilância Sanitária

Anvisa reafirma segurança do paracetamol após Trump ligar uso na gravidez ao autismo

Agência brasileira destaca histórico de baixo risco e ausência de evidências científicas que confirmem relação

24/09/2025 às 19h56
Por: Karina Bittencourt
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Foto: Gemini IA
Foto: Gemini IA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nota nesta semana reafirmando a segurança do paracetamol, um dos medicamentos mais utilizados no Brasil para febre e dores leves a moderadas. A manifestação veio após declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que associou o uso do Tylenol por gestantes ao risco de desenvolvimento de autismo em crianças. Especialistas destacam que não há evidências científicas sólidas que sustentem essa relação.

Segundo a agência, o paracetamol é considerado medicamento de baixo risco, conforme a Instrução Normativa 265/2023. A classificação se baseia em seu histórico de uso seguro, consolidado ao longo de décadas e em diferentes países. A Anvisa também reforçou que não existem registros de notificações no Brasil que associem o uso do remédio durante a gravidez a casos de autismo.

Todos os medicamentos aprovados no país passam por rigorosos estudos de segurança e eficácia antes de serem liberados para a população. Após o registro, continuam sendo monitorados no chamado processo de farmacovigilância, que busca identificar possíveis efeitos adversos em larga escala e em longo prazo. Além disso, a Anvisa mantém cooperação constante com agências regulatórias internacionais para troca de informações sobre segurança de fármacos.

Um dos maiores estudos já realizados sobre o tema, publicado em 2024, analisou milhares de gestantes e não encontrou associação entre o uso do paracetamol e o aumento do risco de transtorno do espectro autista, TDAH ou deficiência intelectual em crianças.

O consenso científico atual aponta que o autismo tem origem predominantemente genética. Estima-se que até 90% dos casos estejam relacionados a mutações hereditárias ou espontâneas nos genes. Fatores ambientais também desempenham papel, mas de forma mais limitada, envolvendo principalmente infecções congênitas, consumo de álcool, drogas ou cigarro durante a gestação e situações como prematuridade extrema.

A Anvisa reforça que o paracetamol é um dos poucos medicamentos permitidos para gestantes e que seu uso deve sempre ser orientado por médicos ou farmacêuticos, a fim de garantir eficácia e prevenir riscos.

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